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Tradição e renovação na IPU Bereia: A cruz permanece no centro
A IPU Bereia tem vivido um processo consistente de revitalização ao longo de 2024, buscando renovar sua vitalidade espiritual, organizacional e missional sem abrir mão de sua identidade reformada. Como parte desse movimento, a tradicional celebração da Sexta-feira da Paixão é sempre marcada por uma liturgia profunda, reverente e cristocêntrica.
Na celebração de 2025, por exemplo, o culto teve como eixo a leitura de Isaías 53 e a homilia, conduzida pelo Rev. Jairo Camilo, baseada em Mateus 27. A mensagem destacou figuras centrais do drama da cruz: Pilatos, que optou pela conveniência política; Simão Cireneu, que ao carregar a cruz tornou-se pai de referências da igreja primitiva; Barrabás, expressão da morte substitutiva; e o centurião, que reconheceu a verdadeira identidade de Jesus. Os hinos tradicionais, a oração comunitária e os momentos de silêncio reafirmaram o valor da cruz como centro da fé cristã.
Mesmo diante de grandes desafios, a igreja tem avançado. Novos bereanos têm se aproximado, e a participação dos membros nas atividades tem sido mais efetiva e engajada. Trata-se de um crescimento não apenas em número, mas também em qualidade — fruto de oração, discipulado e direcionamento pastoral cuidadoso. A revitalização tem sido um chamado à excelência sem ruptura com a tradição.
A celebração da Paixão se tornou, assim, um símbolo do momento que a igreja vive: uma comunidade que se atualiza sem se descaracterizar, que acolhe o novo sem abandonar o essencial, e que busca se tornar cada vez mais relevante sem perder sua identidade reformada.

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